quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Anjo no asfalto!

Ainda estou na grama à 100km por hora...
inclinado, fora da BR, fora da estrada.
não era sonho, mas parecia não está acordado.
Em transe, minha mente queria entender o que aconteceu,
sono pesado, pescado, assustado
fazia o suor frio transpirar pelo corpo,
mas não escorria, congelava do medo despercebido.
Não estava só...mas estava cada um com sua vida.
"Alguém lá em cima estava fazendo extra." comentaram.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Untitled


(Gna, 10 de janeiro de 2010)

Eu estava caindo do céu...
O vento parecia querer me cortar.
As nuvens transpassavam por mim
enquanto a terra se aproximava
eu era atraído por ela.
Eu era a maçã da lei.javascript:void(0)

De onde eu estava vindo?

Um anjo desceria do céu,
planando nas correntes quentes e frias
com suas imensas asas,
mas eu estava caindo sem asa alguma.

Teria eu sido expulso?

Acho que sim...
Quando nascemos somos expulsos do paraíso
e temos que construir outro aqui,
mas as provações nos são atiradas
e temos que nos esquivar.

Era noite, toda a escuridão me consumia
numa velocidade que era difícil descrever.
Longe, muito longe brilhava uma luz
e essa luz me cegava na medida da aproximação.

Até que atravessei a passagem,
o espaço entre as trevas e a luz
e num instante não podia mais abrir os olhos
e os sentidos antes vazios, agora exploravam.

Haviam milhares de sons e eu sentia dor...
Haviam milhares de odores que eu desconhecia.

Forçava abrir os olhos, mas doia
e semicerrados as cores explodiam
e tudo se transformavam do desfocado a nitidez
e o gosto era líquido branco, maternal.

Os Laços

(Gna, 16 de julho de 2009)

Me sinto perdido em todo esse espaço...

Lembro dos teus traços,
E sinto falta dos teus abraços.

Ando sem ouvir os teus passos
E a saudade me dá volta num compasso.

Você ri das palhaçadas que faço,
Me chama de doido, de palhaço.

Cora de rubor no seu embaraço
Na nossa intimidade quando te amasso.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Caminho da Vida

(Guina, 30 de julho de 2009)

O tempo faz as coisas mudarem
O vento traz coisas dos mares
O pensamento cria as coisas dos olhares
E o coração vai sentindo as coisas palpitarem.

Havia medo de descalço caminhar
Havia pedras para os pés machucar
Haverá desertos, camelos e luar
Haverá solidão em qualquer lugar.

Cada um tem seu pés no chão
Alguns sonham outros não
Os caminhos se abrem como uma mão
E as escolhas difícies serão.

Olhe a paisagem e sorria
Agradeça por existir todo dia
Faça da vida um bem.

Ajude sem pensar a quem
Leve seu abraço a alguém
E transforme dor em alegria.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Odisseia

(Guina, 18 de julho 2009)

Não vai voltar para casa?
Anda por caminhos diferente
O mundo vai dando voltas
Parece que mudou de repente.

Você se perdeu com todo mundo
está com eles parece bom,
Parece liberdade, mas é prisão.
É no ar que você ouve o som.

Minha voz ecoa te chamando,
Mas querem te desacreditar
Fazem de tudo para você me esquecer
As lembranças vão se apagar.

Numa noite você me sonha
E me ver na minha miséria
O filme volta outra vez
E faz você ver a coisa é séria.

O sol ainda não nasceu
Mas você foge na escuridão.
Aos poucos vou voltando a sua mente.
Coisas belas abrem o seu coração.

Você toma um ônibus para algum lugar
Nas estações todos parecem te olhar
O trem traz lembranças de mim
Suas lágrimas expulsam tudo de ruim.

Suavemente sua mente começa a clarear
E depois do choro, você sorrir.
Quando seu avião começa a pousar
Eu vou querer está ai.